segunda-feira, 28 de julho de 2008

Reunião EJA & Ensino Regular Noturno

Para dar prosseguimento às atividades da reunião do noturno do dia 27/06, vamos reunir a comissão sistematizadora da EJA e ERN, no dia 01/08/08, sexta-feira, no Sind-REDE, as 19 horas.

Pauta:
a) sistematizar os problemas levantados pelos representantes no dia 27/06;

b) organizar a próxima reunião (proposta para dia 08/08/08, 19 horas no Sind-REDE);

A comissão tirada no dia 27 foi a seguinte: Luiz Henrique (PET), Antônio Marcos (GETECO/ Pedro Guerra), Ana Márcia e Geraldinho (diretoria Colegiada). Se alguém mais quiser participar das discussões no dia 01 de agosto, é bem vindo.

Ajude-nos a divulgar.
Um abraço. Geraldinho.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Auditoria Cidadã da Dívida


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ABC da Dívida

Sabe quanto você está pagando?

Rede Jubileu Sul/Brasil

3ª Edição - Revista Atualizada

Acesse: http://www.divida-auditoriacidada.org.br/config/ABC3aEdicao.pdf/download

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Readaptação Funcional

Um dos pontos discutidos na reunião de negociação de ontem (16/07) foi a instrução de serviço 001/08, que esabeleceu critérios para a concessão de férias regulamentares aos Professores em Readaptação Funcional, TSE-Bibliotecários e Auxiliares de Biblioteca.
Segundo o levantamento da Hélen, gerente de organização escolar, das(os) 643 Trabalhadoras(es) em Educação, em Readaptação Funcional, 86 irão trabalhar, ou seja, a nossa mobilização surtiu um grande efeito.

Porém, algumas direções resolveram obrigar 86 Trabalhadoras(es) em Educação, em Readaptação Funcional, a trabalharem no recesso de julho, mesmo que seja num sistema de rodízio.

A Hélen ratificou a orientação do Sind-Rede/BH, ou seja, a direção de Escola e UMEI (chefia imediata) não foi obrigada a exigir o trabalho no recesso de JULHO, somente com sua a conveniência e a necessidade do serviço.

A orientação continua a mesma. Estar em Readaptação Funcional não é o mesmo que sair da carreira do magistério, desta forma, o recesso deve ser igual para todas(os) as(os) professoras(es).

Se as direções de Escola e UMEI das(os) 86 Trabalhadoras(es) em Educação, em Readaptação Funcional, insistirem que há necessidade de prestação de serviço destas(es) Trabalhadoras(es) em Educação deverá ser solicitado por escrito um documento descrevendo as atividades a serem desempenhadas neste período. De posse deste documento veremos o encaminhamento a ser tomado.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Senado desiste da criação de 97 cargos de confiança

15/07 - 13:31, atualizada às 13:31 15/07 - Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias

BRASÍLIA - A mesa diretora do Senado desistiu da criação de 97 cargos de confiança, que não exigiam concurso público e dariam salários de R$ 10 mil para os indicados. O presidente da Casa, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), comentou que a repercursão negativa após o anúncio da ampliação dos cargos comissionados foi decisiva para o recuo. "A repercussão negativa foi [decisiva]. Não dá para negar e tapar sol com uma peneira", explicou.
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Garibaldi ainda leu uma nota oficial, que será divulgada nesta tarde, em que a criação das 97 vagas é sepultada. O texto basicamente comunica que, mesmo sem uma reunião da mesa diretora os membros conversaram por telefone e, por não haver unanimidade, recuaram da decisão.
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O presidente também tentou amenizar a situação em que se encontram os demais mebros da mesa diretora que apoiaram a criação dos cargos, em especial o senador Efraim Morais (DEM-PB), alegando que o pleito não estava na "contra-mão".
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"Alguns defenderam [a criação dos cargos]. Não acho que seja posição equivocada e que eles estejam na contra-mão", contemporizou.
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Decisão anunciada
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Na tarde de ontem o presidente Garibaldi já havia antecipado o assunto e afirmou que a mesa deveria voltar atrás da decisão de criação e mandar para o arquivo o decreto que instituiu as novas vagas. De acordo com ele, a criação dos cargos teria se revelado "imprópria e inoportuna".
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A abertura das vagas foi feita na última quarta-feira (9) através de uma resolução da mesa diretora. Devido à repercussão negativa, Garibaldi já havia suspendido a decisão, alegando que a matéria deveria ser votada em plenário, por todos os senadores, para que tivesse efeito.
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A estratégia do presidente era de constranger os parlamentares para que derrubassem a criação das vagas, o que surtiu efeito entre os dirigentes da Casa. De acordo com o líder do DEM no Senado, Agripino Maia (RN), não houve ingerência dos líderes e a decisão pelo arquivamento foi exclusivamente da mesa diretora.
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Apesar da não abertura dos 97 cargos de confiança, Garibaldi comentou que a decisão de se realizar um concurso público, para a contratação de 150 novos funcionários para diversas áreas de apoio à Casa e aos parlamentares está mantida. A expectativa é que as provas aconteçam em setembro.

Cargos

A resolução da mesa diretora previa a criação de 97 cargos com salário de R$ 9.979, 24. Seriam 81 assessores de gabinete, uma para cada senador, e 16 auxiliares para as lideranças. Com a criação dos novos cargos, a despesa do Senado seria ampliada em mais de R$ 800 mil por mês e R$ 10 milhões por ano, sem contar os encargos como o INSS e horas extras.
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Fonte:

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Mais um trem da alegria

Segunda-Feira, 14 de Julho de 2008
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Agindo na surdina, a Mesa Diretora do Senado aproveitou sua última reunião antes do início do recesso parlamentar, realizada na quarta-feira, para promover mais um "trem da alegria". Desta vez, ela se excedeu em generosidade, autorizando a contratação, sem concurso público, de 97 novos funcionários para ocupar cargos de confiança, com salários brutos de R$ 9.979,24. A medida, que foi tomada meses antes da realização de um concurso público para a seleção de 150 novos funcionários de nível técnico e superior, acarretará um aumento anual de R$ 12,5 milhões na folha de pagamento do Senado, sem contar horas extras e encargos sociais.

Cada um dos 81 senadores terá direito de nomear quem bem entender para ocupar o cargo recém-criado. E também poderá dividir esse salário entre o número de assessores que quiser contratar para trabalhar em seu gabinete ou nos escritórios políticos que mantém em seus Estados de origem.

Mais acintoso ainda é o fato de que não haverá nenhum obstáculo legal à contratação de mulheres, filhos, pais, sobrinhos e apadrinhados. Os outros 16 cargos de confiança serão divididos entre os líderes partidários. Há quatro meses, os senadores apresentaram essa reivindicação ao presidente da Casa, Garibaldi Alves (PMDB-RN), que a rejeitou sumariamente. Apresentada a proposta à Mesa, o único a votar contra foi o presidente do Senado.

A iniciativa é tão imoral que nenhum líder partidário nem os 11 integrantes da Mesa Diretora do Senado tiveram coragem de assumir a responsabilidade por ela. O único que tentou justificar o novo "trem da alegria" foi o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR). "Se a Câmara ganhou uma estrutura maior, por que não temos direito?", disse ele. Para o parlamentar, sempre que a Câmara aumenta a verba de gabinete dos deputados, o Senado faz o mesmo. É uma "praxe", afirma o diretor-geral da Casa, Agaciel Maia.

"Não há explicação convincente. A decisão é inoportuna e não vai ser assimilada pela sociedade, deixando o Senado numa situação ruim. E não foi por falta de advertência", rebateu o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN). "Ela era totalmente desnecessária. Um cargo a mais ou um cargo a menos em cada gabinete não faz a menor diferença", disse o senador Pedro Simon (PMDB-RS), após afirmar que irá à tribuna do plenário para apelar aos integrantes da Mesa Diretora para que anulem a decisão.

A contratação sem concurso público é só um dos aspectos da indecência. O outro é a falta de argumentos plausíveis que justifiquem a nomeação de mais assessores para os senadores. Cada senador já dispõe de 12 cargos de livre indicação - 5 assessores técnico-legislativos, 6 secretários parlamentares e 1 motorista. Além disso, tem à sua disposição mais 9 funcionários de carreira do Senado, concursados. "A medida está na contramão do necessário. Não se pode afirmar que falte assessoria ao Senado", diz o sociólogo Ricardo Ismael, da PUC/RJ. "Nossos representantes já têm um staff numeroso e recursos mais do que suficientes para cumprir suas obrigações legislativas. É mais poder para os parlamentares. E é um gasto a mais que não se justifica", afirma o cientista político Lúcio Rennó, da Universidade de Brasília (UnB).

Além de mais cargos comissionados, há muito tempo o Senado vem desperdiçando vultosas quantias de recursos públicos com contratações para cargos que pouco têm a ver com suas atribuições legislativas. Para divulgar suas atividades e "prestar contas" à sociedade, nos últimos anos a Casa expandiu seu sofisticado sistema de comunicação, que conta com agência de notícias, editora de publicações, rádio e até televisão, contratando dezenas de jornalistas, redatores, locutores, produtores multimídia, diagramadores e "analistas de comunicação social".

Ou seja, em vez de reforçar sua assessoria técnica nas atividades-fim, expandindo o número de assessores jurídicos, analistas legislativos e especialistas em orçamento e finanças públicas, os senadores vão convertendo os recursos humanos e financeiros à sua disposição em instrumento político que lhes garanta a reeleição ou lhes permita vôos eleitorais ainda mais altos.
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Fonte:

domingo, 13 de julho de 2008

Síndrome de Burnout

Assista Vídeo sobre Burnout em Professores!

Fonte: http://www.chafic.com.br/index_arquivos/Page800.htm


sexta-feira, 11 de julho de 2008




Fonte:
http://charges.uol.com.br/2008/07/11/cotidiano-entre-uma-prisao-e-outra/

Em defesa das(os) Trabalhadoras(es) em Educação, que estão em Readaptação Funcional!

Defenda as(os) Trabalhadoras(es) em Educação, que estão em Readaptação Funcional!
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A PBH implementa mais um ataque à nossa categoria, em pleno final de semestre, e precisamos dar uma resposta imediata.

Foi encaminhado às escolas uma instrução normativa estabelecendo os critérios para a concessão de férias regulamentares aos servidores vinculados à Rede Municipal de educação para quem está em readaptação funcional, TSE-Bibliotecários e Auxiliares de Biblioteca.

Tal instrução normativa deixou a critério da chefia imediata estabelecer os recessos escolares, de acordo com a conveniência e a necessidade do serviço.

Em reunião realizada no dia 10/07, quinta-feira, às 9h, as(os) Trabalhadoras(es) em Educação, que estão em Readaptação Funcional, aprovaram as seguintes deliberações:
  • O Sind-Rede/BH recomendar que as direções de escola dêem recesso a quem está em Laudo Médico neste mês de Julho, de acordo com o artigo 2º da Lei Orgânica do Município de Belo Horizonte;
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  • Retomar a pesquisa de Laudo Médico: quantos são nas escolas, e etc.;
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  • Onde não for possível a garantia do recesso, solicitar uma declaração escrita da direção da escola explicando os motivos da obrigatoriedade de se trabalhar;
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  • Manifestação para acompanhar a Comissão de Readaptação Funcional emreunião agendada para o dia 16/07, às 15h, no 7º andar da SMED;
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  • Os professores em readaptação funcional atuarem como representantes de escola, onde não houver representante;
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  • O Departamento Jurídico analisar a possibilidade de uma ação contra a PBH por tratar os professores em readaptação funcional como o pessoal do Quadro Administrativo, alterando o tempo de aposentadoria, o período de férias e retirando o recesso, entre outras ações.

    Obs.: É importante divulgar e convocar as(os) Trabalhadoras(es) em Educação para esta manifestação.

A luta é nossa e somente com mobilização barraremos esta instrução!

Aurelícia e Wanderson Rocha

terça-feira, 8 de julho de 2008

Piso Salarial Nacional do governo Lula na verdade é de R$ 475,00

“Às vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a data”
Luís Fernando Veríssimo


O Senado aprovou o Projeto de Lei nº 59/04 (oriundo do PL nº 7.431/06, apenso o PL 619/07, da Câmara dos deputados), que estabelece o valor mínimo de R$ 950 para os professores habilitados com nível médio da rede pública de ensino em todo o país; em um regime de 40 horas semanais (28 horas para regência de classe e 12 horas-atividade). Está prevista no projeto, a complementação da União para os entes federados que não atingirem o valor de Piso nacional.
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Para ter obter a redação final do Projeto de Lei do Senado nº 59, de 2004 (nº 7.431, de 2006, na Câmara dos Deputados) acesse:

A Globo, a CUT, a CTB, o Congresso Nacional, o Senado e o governo Lula não divulgam que para as(os) Trabalhadoras(es) em Educação receberem os R$ 950,00 terão que duplicar a jornada de trabalho, ou seja, trabalhar 40h semanais. Caso contrário, receberão R$ 475,00 por uma jornada de 20h semanais. Isto é uma forma de legitimar e autorizar a continuidade de desvalorização salarial e profissional praticada pelos Estados e Municípios.
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Neste projeto consta a criação de uma regra de transição em que serão incorporadas gratificações e vantagens ao salário com jornada de trabalho de 40 horas de forma escalonada em 2008 e 2009. Somente em 2010 essas gratificações incorporadas serão consideradas vencimento inicial. Enquanto isto, quem for se aposentando neste período ficará prejudicado, pois, estas gratificações e vantagens não incidirão para efeitos de aposentadoria.
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Posicionamento do Sind-Rede/BH e da Conlutas sobre o Piso Nacional
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Reivindicamos um Piso Salarial Nacional da Educação, para uma jornada/semanal de 20h de trabalho, de acordo com o salário mínimo necessário calculado pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatíticas e Estudos Socioeconômicos). O órgão divulgou recentemente que o salário mínimo nacional, em junho, deveria ter sido de R$ 2.072,70, para suprir as necessidades básicas de uma família com dois adultos e duas crianças. O valor representa 4,99 vezes o valor atual do salário mínimo (R$ 415).
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Mais informações sobre o cálculo do DIEESE acesse:
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Durante o I Congresso Nacional da Conlutas, 03 a 06/07 (Betim/MG), o Grupo de Trabalho de Educação da Coordenação Nacional de Lutas – GT/Conlutas, aprovou um manifesto contra as políticas implementadas pelo governo Lula, apoiadas pelos governos estaduais e municipais. Dentre estas políticas o Piso Salarial Nacional foi rejeitado por unanimidade pelas entidades presentes em favor de um piso de acordo com o calculado pelo DIEESE por 20h semanais.
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Como deliberação o GT organizará um seminário para o 1º semestre de 2009 para unificar as lutas das(os) Trabalhadoras(es) em Educação, bem como construir um calendário de mobilizações . O manifesto do grupo de Trabalho de Educação da Conlutas será divulgado em breve!
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Obs.: Veja as entidades que defendem o governo Lula e iludem os Trabalhadores em Educação:
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CTB comemora aprovação do Piso Sarial Nacional

CUT comemora Piso Nacional

segunda-feira, 7 de julho de 2008

CARTA ABERTA

06/07/2008
O que está acontecendo com a Educação Municipal em BH?

É de domínio público que a ensino oferecido pela Rede Municipal em Belo Horizonte está em crise – e me desminta quem for capaz! Estamos perdendo, a cada dia, mais e mais alunos, principalmente para a Rede Estadual, e até para a Rede Particular, quando os pais espremem seus orçamentos para pagar um ensino de qualidade para os filhos.
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Os próprios professores da RMBH, em sua grande maioria, não colocam seus filhos nas escolas municipais. Um atestado de que as coisas vão mal! Meus filhos já estudaram no Colégio Marconi, no IMACO, na E.M. Artur Versiani Veloso... Hoje, eu não os colocaria numa escola municipal. Escolheria uma escola estadual ou apertaria meu parco orçamento para pagar uma escola particular.
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Primeiramente, atribuo essa situação de crise à administração petista, que, desde que assumiu o “poder” em 1994, até os dias atuais, vem impondo o modelo Escola Plural, que já deu todos os indicadores de ser um verdadeiro equívoco pedagógico. A filosofia que sustenta a escola Plural é emocionante, chega a provocar lágrimas nos idealistas! Mas sua prática nos mostra, entre outros, dois aspectos preocupantes: a formação de analfabetos funcionais e o a exclusão de seus alunos no mercado de trabalho. Mas o PT insiste neste modelo fracassado. Imagino que Paulo Freire esteja se contorcendo no túmulo, porque ele achava que “o problema do radical é a ausência de dúvida.”
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Ao levantar o lema de que está promovendo a inclusão, colocando no mesmo espaço alunos com toda sorte de deficiências, a Escola Plural está promovendo, cada vez mais, a exclusão dos mesmos, porque não atende bem nem o aluno dito “normal” nem o deficiente. Grosso modo, é uma forma de baratear e sucatear a educação e cumprir o compromisso de oferecer educação fundamental, fazendo-o de forma mais econômica para os cofres públicos, pois não há repetência; o aluno sai de qualquer forma, sabendo ou não sabendo, e recebe o seu “diploma”. Sou a favor da inclusão, mas em outro moldes, bem diferente dessa pseudo-inclusão da PBH.
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Mas até nessa política da PBH há uma contradição: na tentativa de levar até o fim esse modelo educacional equivocado – porque o PT não tem a humildade de reconhecer seus equívocos e corrigi-los – a SMED lança mão de estagiários, que ainda não estão capacitados e avaliados, para acompanhar individualmente os alunos com deficiência física, tendo aí um gasto bastante questionável. Não seria melhor que as escolas tivessem uma estrutura física e profissional mais ampla, com psicólogos, assistentes sociais e orientadores educacionais para assistir esses alunos? É justo e correto dar ao professor regente a tarefa de ensinar para uma turma de 30 (no mínimo) alunos e ainda dar conta dos alunos com deficiências múltiplas. Há que se mencionar que deficiências como Síndrome de Down e Dislexia e, ainda, patologias como Esquisofrenia e neuroses diversas não dão direito a estagiários. Outras questões importantes: a falta do tempo para reuniões pedagógicas, que foi extinto, e o tempo do aluno de apenas 4:30.
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Para dar emprego aos “companheiros”, o PT enche as regionais e a SMED de profissionais de competência duvidosa e de capacitação inadequada (com poucas exceções) para as funções que ocupam, a começar pelo Secretário de Educação que não é um educador!
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Recentemente, enviei uma carta ao Secretário de Educação, Hugo Vocurca, e ainda não obtive resposta. Imagino que o motivo dessa indelicadeza seja a falta de conhecimento dele sobra aspectos educacionais e administrativos (da Educação), que eu questionei, e pelo pouco valor que dá a um professor. Acredito, na melhor da hipóteses, que ele esteja reunindo a sua equipe para se inteirar do assunto, antes de me dar uma resposta.
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Um outro fato grave é a extinção da Supervisão Pedagógiga e Orientação Escolar. Os professores de áreas específicas conseguiram, durante as campanhas salariais, acabar com os cargos de Supervisor e Orientador nas escolas municipais – as únicas que cometem esse absurdo e desrespeito ao Pedagogo, principal especialista em Educação. Conseguiram legitimar, internamente, uma organização escolar em que qualquer professor de área pode se eleger Coordenador Pedagógico - um cargo que não existe legalmente !!! - eliminando assim o Supervisor. Desde 1990, a PBH não realiza mais concursos para Supervisão, Orientação e Administração Escolar, pressupondo que o Pedagogo é uma figura dispensável. Segundo fala da ex- Secretária de Educação Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva, o “curso de Pedagogia é o único que forma profissionais para vigiar os outros”. Isso ninguém me contou, eu a ouvi dizer esse absurdo, pessoalmente, quando fui sua Coordenadora na E. M. Caio Líbano Soares. Eu me contraponho totalmente a essa fala e penso que o professor que se candidata a Coordenador, visa, basicamente, sair de sala de aula. E o mais incrível: esse seu tempo fora de sala de aula, que muitas vezes acontece por longos anos, é contado como regência de classe para fins de aposentadoria!!! Um corporativismo sem precedentes na história da Educação.
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Acredito que uma das principais causas do ensino municipal estar tão deficiente é justamente a falta de pedagogos nas Escolas, desempenhando o importante papel de articuladores do currículo, de promotores de um planejamento de curso anual, devidamente supervisionado e estimulado, tanto na execução quanto na avaliação dos resultados. Defendo, enfaticamente, o retorno de concursos para Supervisão Pedagógica e da Orientação Escolar. A dita Coordenação Pedagógica que existe atualmente nada mais é que uma Coordenação de Turno. Falta, essencialmente, a figura importante do Pedagogo, repito, o principal especialista em educação. Usando aquele velho ditado popular: “cada macaco no seu galho”, ou seja, professores em sala de aula e pedagogos na Supervisão e Orientação. Só na PBH é que isso não acontece; por coincidência, o ensino municipal vai de mal a pior. A desculpa é de que “ a clientela é carente”, mas até para isso é necessário um Plano de Curso adequado, que o pedagogo sabe articular com a competência de sua formação, porque tem a visão do todo, das injunções do contexto situacional e cultural, do levantamento dos objetivos para se atingir habilidades e competências, das estratégias didáticas para se alcançar tais objetivos e das formas adequadas de avaliação para cada fim.
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ENQUANTO A MUDANÇA NÃO VEM, VAMOS LUTANDO COM AS PALAVRAS, NOSSA ARMA DE PROTESTO.

NADJA NEVES ABDO - PROFESSORA PEDAGOGA DA REDE MUNICIPAL DE BH

1º Congresso da Conlutas é encerrado com grande entusiasmo e emoção

O encerramento do 1º Congresso da Conlutas começou às 18h30. Cacau Pereira, da Comissão Organizadora, agradeceu em nome da Coordenação Nacional de Lutas a presença de todos os que ajudaram na organização do Congresso: equipes da creche, da cozinha, limpeza, transporte, segurança, imprensa, gráfica, relatoria, enfim, todos que contribuiram com a realização do evento.Pediu desculpas pelas dificuldades enfrentadas, como os problemas com os alojamentos, a distância das pousadas etc. “Entretanto”, ressaltou Cacau, “esse Congresso foi realizado com independência política e financeira e isso é um grande orgulho para todos nós”.A Internacional Socialista foi tocada ao som da sanfona, em seguida foi apresentado um vídeo com a história da luta dos trabalhadores brasileiros e da Conlutas, o que emocionou o plenário.Todos (as) saíram cantando “Eu sou Conlutas, sou radical, não sou capacho do governo federal”.Papel picado, abraços emocionados, bandeiras tremulando, malas, mochilas, cansaço se confundindo com satisfação e com disposição para novas lutas. E, para muitos, a perspectiva de enfrentar de 10 até mais de 50 horas de viagem para voltar as suas regionais. Novamente as estradas receberão os ônibus com todos os delegados (as), observadores (as) e convidados (as) que vieram ao 1º Encontro Nacional da Conlutas. Mas todos voltam com a sensação do dever cumprido.
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