terça-feira, 13 de abril de 2010

Suspensão - Greve RME/BH 2010

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Uma análise transatlântica

Os elementos da arte da guerra são: primeiro, a noção de espaço;
 segundo, a avaliação das quantidades; terceiro, os cálculos;
quarto, as comparações; e quinto, as possibilidades de vitória.
Sun Tzu (2005:50), A arte da guerra.

Nesta análise quero realçar que é uma visão particular referente a um período específico, de forma alguma é um exemplo geral para os Trabalhadores em Educação e nem tão pouco tem validade universal, porém são boas razões para se pensar as evoluções do nosso movimento sindical na Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte nos períodos recentes.

Por que está foi uma greve com participação significativa da categoria? A resposta não é simples, mas ouso responder com uma visão bem particularista. Esta greve foi construída no ano passado quando apostamos na formação e no fortalecimento dos representantes de Escola e Umei, das muitas reuniões de “negociação” sem resultados efetivos, nas muitas Assembleias e atos conjuntos com os demais servidores e outros sindicatos, através da Coordenação Nacional de Lutas – Conlutas que, de alguma maneira, possibilitou a construção de um sentimento de unidade.

Os que acompanharam a trajetória do Coletivo Fortalecer compreenderam que não podíamos apostar numa greve imediata e com pouca adesão e participação como foi a greve do ano passado, numa assembleia com menos de quatrocentos Trabalhadores em Educação em que houve a contagem de pessoa por pessoa, pois não havia uma visibilidade nítida para apontar a proposta que foi aprovada. Esta greve era para o início do segundo semestre e não passou de um dia, pois a Assembleia Geral retomou a necessidade de construção de uma greve com ampla participação.

A eleição para a diretoria do Sind-Rede/BH refletiu o quanto que estávamos com a política correta ao construirmos um espírito de classe e de empoderamento dos representantes, principalmente chamando-os, em maioria, a fazerem parte da eleição, nisto tivemos como resultado a confiança de mais de cinquenta por cento da categoria. Outro acerto foi a construção de um espaço virtual em que as informações sindicais, políticas e pedagógicas passaram a chegar com maior rapidez à maioria das Escolas e Umeis.

Reforço que esta greve foi o resultado das experiências realizadas no passado, da política intransigente da prefeitura e pela maior aproximação com o sindicato. A diretoria conseguiu dar visibilidade na imprensa a uma das maiores greves do pós 2001, ou seja, a prefeitura sofreu um desgaste social que jamais esperava.

Penso que este histórico movimento rompeu com a relação top down que a prefeitura tinha estabelecido nos últimos períodos com os Trabalhadores em Educação, principalmente com a entidade representativa. Com este movimento a prefeitura registrou publicamente a sua proposta de 4,11%, adicional para os cargos de nível médio, o não corte dos dias paralisados e a continuidade da negociação numa relação de respeito à categoria, através do Sind-Rede/BH.

Este valoroso movimento grevista conquistou – o que as mais recentes greves não haviam conseguido – uma inegável adesão, constante visibilidade midiática, apoio social, desobediência civil à opressão política e jurídica, recuo público do governo. O índice é muito baixo, porém os seguintes pontos devem ser analisados: devemos pensar nas próximas greves, campanhas salarial e pedagógica, bem como ampliar a participação e a mobilização de quem não participou, pois isto é primordial para o fortalecimento da nossa luta. Por último, esta greve nos levou à constituição de um grupo corporativo com um enorme poder de veto.

A lei de ouro do comportamento é a tolerância mútua,
já que nunca pensaremos todos da mesma maneira,
 já que nunca veremos senão uma parte da verdade
 e sob ângulos diversos.
Mahatma Gandhi

Um abraço, parabéns às Lutadoras e aos Lutadores da Rede Municipal de Belo Horizonte.

A luta contra os poderosos não termina no hoje, e nem no saudosismo do ontem, pois se fosse assim o amanhã não teria razão de existir.

Wanderson Rocha

Coimbra/Portugal – 2010

segunda-feira, 12 de abril de 2010

GREVE - Trabalhadores em Educação BH/MG 18

 
 

domingo, 11 de abril de 2010

Conlutas e Batay Ouvriye: um encontro de classes!

Conlutas percorre cenário de destruição em Porto Príncipe

No terceiro dia de visita da delegação da Conlutas que está no Haiti, a realidade de uma Porto Príncipe destruída pelo terremoto e com seu povo abandonado por conta da tragédia social, fruto de séculos de exploração, ingerência e exploração imperialista.

Nesta quinta-feira, dia 1° de abril, os membros da delegação foram às ruas. Viram com os próprios olhos os escombros de casas, as pessoas desabrigadas e o sofrimento da população.

Pelo fato de o relato escrito, talvez, não conseguir demonstrar a situação que encontramos, publico abaixo um vídeo que editei com as imagens que captamos:


Conlutas no Haiti 2010 from SindMetalSJC on Vimeo.


Reunião com oposição


No fim da tarde, parte da delegação encontrou-se, junto com a Batay Ouvriye, com vários setores que se opõem ao governo de René Préval (presidente do Haiti), em uma das reuniões mais produtivas que tivemos aqui neste período.

Na fala dos companheiros, a denúncia da perseguição aos trabalhadores que buscam seus direitos, no país que paga os menores salários dos Américas.

É preciso organizar, resistir, mobilizar. A Conlutas quer dar sua contribuição, divulgando as ações haitianas, repercutindo-as nas bases de seus sindicatos e favorecendo uma relação de fraterna solidariedade de classe.

sábado, 10 de abril de 2010

Proposta PBH - reajuste - GREVE 2010

Assembleia Geral dia 13/04 (terça-feira), às 14h, Marconi, para avaliar propostas.

Propostas:

  • Reajuste de 4,11%

  • Não descontar os dias parados desde que haja reposição das aulas
Fonte: http://blogdamodesta.zip.net/

GREVE - Trabalhadores em Educação BH/MG 17


O motivo pelo qual os Trabalhadores em Educação estão em greve há 22 dias, é prioritariamente a falta de propostas sérias, tanto de um índice de recomposição salarial , como pela falta de uma política educacional para a cidade construída conjuntamente com os educadores.

Após 40 minutos de atraso da administração, para começar uma reunião marcada para as 13 horas, a Comissão de Negociação do Comando de Greve do SindREDE/BH foi recebida pelo Secretário de Recursos Humanos Márcio Serrano, o Secretário Adjunto de Educação, a Gerente Helen e o advogado Flávio.

O Secretário disse que a Greve é responsabilidade do Sindicato, eximindo a PBH pelo que ocorre nas Escolas e Umeis da capital.

Não foi apresentada uma proposta de índice de reajuste para a Categoria, e sim uma agenda de negociação.

Na Assembleia geral de hoje no Colégio Marconi às 14 horas, a Categoria avalia o posicionamento da Administração e decide sobre os rumos do movimento.


quinta-feira, 8 de abril de 2010

GREVE - Entrevista Educação Infantil - Itatiaia

GREVE - Trabalhadores em Educação BH/MG 16


terça-feira, 6 de abril de 2010

GREVE - Trabalhadores em Educação BH/MG 15

Jornal OTempo

Prefeitura marca reunião com grevistas da rede municipal de educação



06/04/2010 21h03
LARISSA NUNES
Siga em: twitter.com/otempoonline

A Prefeitura de Belo Horizonte mudou posicionamento e decidiu se reunir com os grevistas da rede municipal de educação ainda esta semana. A informação foi confirmada na noite desta segunda-feira (5) pela assessoria de imprensa do município.

A ideia inicial, segundo a PBH, era negociar somente quando a categoria voltasse ao trabalho. Desde o dia 30, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal (SindRede/BH) contraria ordem judicial de suspender a greve e está sujeito a multa diária de R$ 50 mil.

Em greve desde o dia 18, os professores pedem reajuste salarial de 22,41% com o município, além de uma verba de manutenção destinada às escolas municipais. O local, horário e representantes que irão participar do encontro ainda não foram definidos.



GREVE - Trabalhadores em Educação BH/MG 13



Repetindo os números de presentes à Assembleia ontem no Marconi, a Categoria compareceu e com muita determinação votou pela continuidde da Greve por unanimidade.


A Assembleia demonstrou que a Categoria continua forte e unida, dizendo que quer negociação de fato, responsável e séria.


segunda-feira, 5 de abril de 2010

GREVE - Trabalhadores em Educação BH/MG 12

Olá, a Todas e Todos!

A Assembleia Geral das(os) Trabalhadoras(es) em Educação da Rede Municipal de BH aprovaram a continuidade da GREVE!

Jornal Hoje Em Dia

Professor particular decide manter greve


Paralisação, por tempo indeterminado, será reavaliada na terça, em assembleia da categoria

Flórence Couto - Repórter - 5/04/2010 - 19:12

Os professores da rede particular de ensino se juntaram aos da municipal e determinaram na segunda-feira (5) greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia da categoria na Escola de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Com isso, estudantes de escolas como o Colégio Imaculada Conceição, Escola da Serra, Colégio Marista Dom Silvério e Magnum Cidade Nova e Buritis (apenas turno da tarde), estão sem aula na segunda-feira (5).

Após a reunião, os professores seguiram para a frente da Superintendência Regional do Trabalho, onde foi realizada uma reunião com o Sindicato das Escolas Particulares (Sinep/MG). Segundo Marco Eliel de Carvalho, vice-presidente do Sindicato dos Professores Particulares de Minas Gerais (Sinpro-MG), não houve acordo entre as partes. “O sindicato patronal vai fazer assembleia no dia 7 de abril. A data é muito longe para nós, de forma que ficamos numa situação de continuidade da greve por tempo indeterminado”, justificou. Uma assembleia dos professores será realizada na terça-feira (6), às 16 horas, na Escola de Medicina da UFMG para a determinação da suspensão ou continuidade da paralisação. “Antes disso, vamos para a frente da sede do Sinep, onde os patrões vão fazer uma reunião, às 9h30”, disse.

De acordo com o Sinpro-MG, 34 escolas particulares pararam na segunda-feira (5). Entre elas, os colégios Arnaldo, Padre Eustáquio, Magnum Cidade Nova, Escola da Serra, Loyola e Marista Dom Silvério. Os professores da rede municipal de Belo Horizonte também decidiram pela continuidade da greve depois da assembleia realizada às 14 horas na Escola Municipal Marconi. Desde o dia 18 de março, os educadores decidiram parar as atividades.

No dia 30 de março, uma liminar do desembargador Eduardo Andrade, da 1ª Câmara Cível, determinou o fim da greve dos professores municipais, sob pena de multa para o sindicato da categoria de R$ 50 mil por dia útil de descumprimento.

“Nosso Departamento Jurídico está estudando o caso para derrubar a liminar”, disse Alexandre Campinas, diretor de Comunicação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede).

A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça afirmou que, apesar de já estar valendo, a decisão ainda será votada por mais dois desembargadores. Se eles confirmarem o fim da greve, a Prefeitura de Belo Horizonte poderá entrar com pedido de execução da multa.



sexta-feira, 2 de abril de 2010

29/03 - ASSEMBLEIA - GREVE - VÍDEOS








Fonte: educacaoinfantilpbh.blogspot.com

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Violência e drogas ameaçam educação


Três professoras reclamam das péssimas condições de trabalho e do baixo salário em uma escola, na capital. Elas denunciam que não suportam mais conviver com a falta de segurança e o uso de drogas nas escolas. A respeito do reajuste salarial, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que só recebeu a pauta de negociação depois do anúncio da greve. Estudos estão sendo feitos para avaliar a situação não apenas dos professores, como de todas as categorias do funcionalismo. Quanto à insegurança e o uso de drogas nas escolas, a Secretaria Municipal de Educação disse que prefere apurar melhor as denúncias e, depois, se pronunciar.